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segunda-feira, 12 de maio de 2014

A DIVINDADE DOS HOMENS

Contos, Espiritualidade, História, Reflecção, Espaço Consciencia Pura,  http://espacoconscienciapura.blogspot.com
Imagem do Google

Houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto da sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino. Resolveu então, esconde-lo num lugar onde seria absolutamente impossível reencontra-lo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

A HISTÓRIA DO LÁPIS

Contos, contos para reflectir, Paulo Coelho - Ser Como Um Rio Que Flui
Imagem da Microsoft editada por: Cris Henriques


Um menino olhava para a avó a escrever uma carta. A certa altura, perguntou:


- Estás a escrever uma história que aconteceu connosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou de escrever a carta, sorriu e comentou com o neto:

- Estou a escrever sobre ti, é verdade. No entanto, mais importante do que palavras, é o lápis que estou a usar. Gostava que tu fosses como ele, quando cresceres.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi na minha vida!

- Tudo depende do modo como tu olhas para as coisas. Há nele cinco qualidades que, se as conseguires manter, farão de ti uma pessoa sempre em paz com o mundo.

»A primeira qualidade: tu podes fazer grandes coisas, mas nunca te deves esquecer de que existe uma Mão que guia os teus passos. A esta mão nós chamamos Deus, e Ele deve sempre conduzir-te em direcção à Sua vontade.

»A segunda qualidade: de vez em quando, é preciso parar de escrever e usar o afia-lápis. Isso faz com que lápis sofra um bocado, mas deixa-o mais afiado. Portanto, aprende a suportar algumas das dores, porque elas farão de ti uma pessoa melhor.

»A terceira qualidade: o lápis permite sempre usemos uma borracha para apagar aquilo que está errado. Percebe que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente mau, mas importante para nos manter no caminho da justiça.

»A quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou a sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, presta sempre atenção àquilo que acontece dentro de ti.

»Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele deixa sempre uma marca. Da mesma maneira, compreende que tudo o que tu fizeres na vida vai deixar traços, por isso tenta ser consciente de todas as tuas acções.



Autor: Paulo Coelho
Livro: Ser Como Um Rio Que Flui

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O ELEFANTE E O ESCORPIÃO

Contos, Contos para reflectir, Reflexões, Espaço Consciência Pura, http://espacoconscienciapura.blogspot.com
Imagem da Microsoft editada por Cris Henriques




Um escorpião estava parado em frente a um rio que queria atravessar e não encontrava a forma de fazê-lo, ia de um lado para outro e nada, não encontrava uma passagem. De repente chega um elefante com o mesmo propósito, então o escorpião pergunta-lhe:

terça-feira, 17 de setembro de 2013

DUAS RÃS NUMA TAÇA DE NATAS

imagem aqui
 
Era uma vez duas rãs que caíram numa tigela de creme. Imediatamente começaram a afundar; era impossível nadar ou boiar naquela massa espessa como areia movediça. No começo, as duas mexiam as pernas tentando inutilmente chegar à borda do recipiente.
Só conseguiam espirrar creme para todos os lados sem sair do lugar, afundando mais. Sentiam que era cada vez mais difícil respirar. Uma delas falou:
– Não adianta. É impossível sair daqui. Não consigo nadar neste líquido pegajoso. Já que vou morrer mesmo, para que prolongar a dor? Não vejo sentido em morrer extenuada por um esforço inútil. Então ela parou de bater as pernas e afundou de vez, literalmente engolida pela massa branca.
A outra rã, mais persistente, ou talvez mais teimosa, disse a si mesma:
– Não tem jeito! Não dá para sair daqui. Porém, já que a morte está chegando, vou lutar até ficar sem fôlego. Não quero morrer  nem um segundo sequer antes da hora.
Ela continuou batendo as pernas sem sair do lugar, sem avançar um centímetro, por horas a fio. E assim, depois de tanto mexer a massa, o creme virou manteiga.
A rã, surpresa, deu um pulo e foi patinando até a borda da tigela, e saiu coaxando alegremente de volta para casa.
 
Desconheço autoria

Idália Henriques

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A CARROÇA VAZIA

 
 
 
 
imagem aqui


Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.

Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você esta ouvindo mais alguma coisa?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondo:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia… - perguntei ao meu pai: – Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.

- Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

“QUANTO MAIS VAZIA A CARROÇA, MAIOR É O BARULHO”.
Autor desconhecido
 
Vamos ouvir mais e falar menos, pois ouvir é também uma forma de aprender. `
É a ouvir, a experienciar, a interiorizar, que vamos enchendo a nossa carroça.
Então vamos enche-la com humildade, bons sentimentos e amor, muito amor e compreensão pelos erros do próximo. Afinal, quem é que nunca errou? Vamos pensar que quem erra apenas o faz por falta de conhecimento para fazer diferente. Apenas não tem a consciência de outra forma de fazer.
Vamos sendo cada vez  mais flexíveis e condescendentes, assim vamos enchendo a nossa carroça de bons sentimentos e atitudes nobres, e desta forma ela irá ficando cada vez mais silenciosa.
 
Idália Henriques
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

VIVA COMO AS FLORES

imagem aqui
Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre: Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, muitas são indiferentes.
Sinto ódio das mentirosas e sofro com as que caluniam.
Pois viva como as flores, orientou o mestre.
E como é viver como as flores? -  Perguntou o discípulo.
Repare nas flores, falou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem, do adubo malcheiroso, tudo que lhes é útil e saudável... mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo inquietar-se com as próprias imperfeições, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o perturbem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.
Autor desconhecido
Idália Henriques

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O DISCIPULO E O CAMPO DE ARROZ



imagem aqui

O mestre zen encarregou o discípulo de cuidar do campo de arroz.

No primeiro ano o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária.

O arroz cresceu forte e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar  um pouco de fertilizante.

O arroz cresceu rápido e a colheita foi maior.

No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante.

A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.

Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem, disse o mestre.

Você fortalece alguém quando ajuda um pouco.  Mas você enfraquece alguém, se ajuda muito.

 Autor desconhecido

 

Assim devemos proceder na nossa vida, na educação dos filhos, com os nossos amigos…

Nos dias que correm, não são raros os casos de famílias destruídas por problemas familiares graves, por falta de maturidade para resolver os problemas e gerir as dificuldades.

Estamos numa época em que os pais se esforçam para dar tudo aos filhos, sem os fazer perceber os sacrifícios que muitas vezes fazem para satisfazer os seus desejos.

O filho quer uma consola nova e os pais lá vão comprar a consola com o dinheiro que tinham amealhado para comprar uns óculos para eles próprios, ou outra coisa qualquer de que necessitavam.

 Será que essa forma de demonstrar amor aos filhos é a correta? Os filhos vão crescendo habituados a ter tudo sem esforço, tornam-se egoístas, não têm espirito de sacrifício e mais tarde não sabem gerir o dinheiro.

 Não sabendo distinguir o essencial do supérfluo, quando o dinheiro não chega para satisfazer todos os caprichos, lá vêm os pais saldar mais uma divida que o filho contraiu porque lhe apeteceu ir fazer aquele cruzeiro fantástico, e como não tinha dinheiro (nunca tem), fez um empréstimo bancário que agora não consegue pagar. Ou então comprou aquele carro fantástico, porque o amigo tem um carro novo e ele tem que ter um melhor. E os pais, muitas vezes se veem despojados das economias de uma vida, para saldar dividas que apenas serviram para satisfazer o ego e a futilidade dos filhos.

Mais tarde, quando idosos e sem recursos, não serão esses filhos egocêntricos e egoístas, que lhes irão dar a mão. Ainda que o queiram também não terão essa capacidade.

 Foram ajudados demais, não assumindo responsabilidades pelos seus atos e continuam sem competência para resolver os próprios problemas.

Em minha opinião, todos devemos e precisamos de ajudar e ser ajudados, mas há que distinguir o ser ajudado do explorar e o ajudar, do gerir a vida do outro.

Vamos ajudar um pouco, e pedir ajuda apenas para o essencial.

 Idália Henriques

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O FACTO



Imagem do Google.
 
 

O jornalista francês Frédéric Lenoir pergunta ao sociólogo ateu Jacques Ellul:

─ É possível viver numa sociedade onde se consiga ignorar por completo a ideia da religião?

─ Nós podemos dizer: Se Deus não existe, então não há porque preocupar-se com religião. Entretanto, resta o problema do se. Ninguém pode garantir que Deus existe, mas tampouco nada nos permite afirmar a sua inexistência. Então, a escolha espiritual passa a ser uma aposta. Eu não creio, o abade Pierre crê. Qual a importância desta discussão, se nós dois estamos procurando ajudar a criar um mundo melhor?
 
Paulo Coelho

A ARTE DE DIZER AS COISAS



imagem aqui
 

Uma sábia e conhecida história diz que, certa vez, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse o seu sonho.

- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente! - gritou o sultão enfurecido - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e contou-lhe sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E, quando este saía do palácio, um dos cortesãos disse-lhe admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer... Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Porém, a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta, mas, se a envolvermos em delicada embalagem, e a oferecermos com ternura, certamente será aceite com felicidade.

Autor Desconhecido

Idália Henriques

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O MONGE E O ESCORPIÃO NA PONTE

Image courtesy of Exsodus FreeDigitalPhotos.net
 
 
Um monge cruzava uma ponte na qual mal se conseguia equilibrar. Embora seus passos fossem curtos e lentos, a ponte cada vez baloiçava mais. Nisto um escorpião, escondido na ponte, começou a subir pela sua mão. Continuou lentamente pelo braço até alcançar-lhe o ombro . O monge gelado de medo parou a sua caminhada. Antes de entrar em pânico lembrou-se de respirar fundo e acalmar a mente. O escorpião não se mexeu e, como numa providência divina, uma rajada de vento fe-los balançar violentamente e o escorpião caiu pelo abismo. Feliz , o monge agradeceu ao vento e seguiu sua caminhada.
Autoria Desconhecida
Encontrado no site: Contos e Parábolas


sábado, 27 de julho de 2013

O PONTO NEGRO

imagem aqui.
 
 
- As "páginas brancas" da vida não são notícia... só os "pontos negros"...
 
Vale a pena reflectirmos um pouco sobre a mensagem do texto!
 
Um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.
 
Todos acertaram as suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
 
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era seu costume.
 
Depois que todos receberam, pediu que virassem a folha.
 
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.
 
O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:

quinta-feira, 25 de julho de 2013

ADVERSIDADES

Imagem do site SodaHead.


Ela era uma garota que vivia a se queixar da vida. Tudo lhe parecia difícil e se dizia cansada de lutar e combater.
 
Seu pai, que era um excelente cozinheiro, a convidou, certo dia, para uma experiência na cozinha.
 
Tomou de três panelas, encheu-as com água e colocou cenouras em uma, ovos em outra e pó de café na terceira.
 
Deixou que tudo fervesse, sem nada dizer. A moça suspirou longamente, imaginando o que é que seu pai estava fazendo com toda aquela encenação.
 
Tudo fervido, o pai colocou as cenouras e os ovos em uma tigela e o café em outra.
 
O que você está vendo? Perguntou.

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