Os Nossos Guardiões
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
A HISTÓRIA DO LÁPIS
à(s)
14:04:00
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| Imagem da Microsoft editada por: Cris Henriques |
Um menino olhava para a avó a escrever uma carta. A certa altura, perguntou:
- Estás a escrever uma história que aconteceu connosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou de escrever a carta, sorriu e comentou com o neto:
- Estou a escrever sobre ti, é verdade. No entanto, mais importante do que palavras, é o lápis que estou a usar. Gostava que tu fosses como ele, quando cresceres.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi na minha vida!
- Tudo depende do modo como tu olhas para as coisas. Há nele cinco qualidades que, se as conseguires manter, farão de ti uma pessoa sempre em paz com o mundo.
»A primeira qualidade: tu podes fazer grandes coisas, mas nunca te deves esquecer de que existe uma Mão que guia os teus passos. A esta mão nós chamamos Deus, e Ele deve sempre conduzir-te em direcção à Sua vontade.
»A segunda qualidade: de vez em quando, é preciso parar de escrever e usar o afia-lápis. Isso faz com que lápis sofra um bocado, mas deixa-o mais afiado. Portanto, aprende a suportar algumas das dores, porque elas farão de ti uma pessoa melhor.
»A terceira qualidade: o lápis permite sempre usemos uma borracha para apagar aquilo que está errado. Percebe que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente mau, mas importante para nos manter no caminho da justiça.
»A quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou a sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, presta sempre atenção àquilo que acontece dentro de ti.
»Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele deixa sempre uma marca. Da mesma maneira, compreende que tudo o que tu fizeres na vida vai deixar traços, por isso tenta ser consciente de todas as tuas acções.
Autor: Paulo Coelho
Livro: Ser Como Um Rio Que Flui
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
terça-feira, 17 de setembro de 2013
DUAS RÃS NUMA TAÇA DE NATAS
à(s)
11:42:00
imagem aqui
Era uma vez duas rãs que caíram
numa tigela de creme. Imediatamente começaram a afundar; era impossível nadar
ou boiar naquela massa espessa como areia movediça. No começo, as duas mexiam
as pernas tentando inutilmente chegar à borda do recipiente.
Só conseguiam espirrar creme
para todos os lados sem sair do lugar, afundando mais. Sentiam que era cada vez
mais difícil respirar. Uma delas falou:
– Não adianta. É impossível
sair daqui. Não consigo nadar neste líquido pegajoso. Já que vou morrer mesmo,
para que prolongar a dor? Não vejo sentido em morrer extenuada por um esforço
inútil. Então ela parou de bater as pernas e afundou de vez, literalmente engolida
pela massa branca.
A outra rã, mais persistente,
ou talvez mais teimosa, disse a si mesma:
– Não tem jeito! Não dá para
sair daqui. Porém, já que a morte está chegando, vou lutar até ficar sem
fôlego. Não quero morrer nem um segundo
sequer antes da hora.
Ela continuou batendo as pernas
sem sair do lugar, sem avançar um centímetro, por horas a fio. E assim, depois
de tanto mexer a massa, o creme virou manteiga.
A rã, surpresa, deu um pulo e
foi patinando até a borda da tigela, e saiu coaxando alegremente de volta para
casa.
Desconheço autoria
Idália Henriques
Idália Henriques
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A CARROÇA VAZIA
à(s)
22:04:00
imagem aqui
Certa manhã, meu pai
convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e
depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros,
você esta ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos
e respondo:
- Estou ouvindo um barulho de
carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai. É
uma carroça vazia… - perguntei ao meu pai: – Como pode saber que a carroça está
vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É
muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais
vazia a carroça maior é o barulho que faz.
- Tornei-me adulto, e até hoje,
quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de
todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
“QUANTO MAIS VAZIA A CARROÇA,
MAIOR É O BARULHO”.
Autor desconhecido
Vamos ouvir mais e falar menos, pois ouvir é também uma forma de aprender. `
É a ouvir, a experienciar, a interiorizar, que vamos enchendo a nossa carroça.
Então vamos enche-la com humildade, bons sentimentos e amor, muito amor e compreensão pelos erros do próximo. Afinal, quem é que nunca errou? Vamos pensar que quem erra apenas o faz por falta de conhecimento para fazer diferente. Apenas não tem a consciência de outra forma de fazer.
Vamos sendo cada vez mais flexíveis e condescendentes, assim vamos enchendo a nossa carroça de bons sentimentos e atitudes nobres, e desta forma ela irá ficando cada vez mais silenciosa.
Idália Henriques
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
VIVA COMO AS FLORES
à(s)
19:16:00
imagem aqui
Em um antigo mosteiro budista,
um jovem monge questiona o mestre: Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, muitas são indiferentes.
Sinto ódio das mentirosas e
sofro com as que caluniam.
Pois viva como as flores,
orientou o mestre.
E como é viver como as flores?
- Perguntou o discípulo.
Repare nas flores, falou o
mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco,
entretanto, são puras e perfumadas. Extraem, do adubo malcheiroso, tudo que
lhes é útil e saudável... mas não permitem que o azedume da terra manche o
frescor de suas pétalas.
É justo inquietar-se com as
próprias imperfeições, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o
perturbem.
Os defeitos deles são deles e
não seus.
Se não são seus, não há razão
para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de
rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.
Autor desconhecido
Idália Henriques
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
O DISCIPULO E O CAMPO DE ARROZ
à(s)
12:44:00
O
mestre zen encarregou o discípulo de cuidar do campo de arroz.
No
primeiro ano o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária.
O
arroz cresceu forte e a colheita foi boa.
No
segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante.
O
arroz cresceu rápido e a colheita foi maior.
No
terceiro ano, ele colocou mais fertilizante.
A
colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.
Se
continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que
vem, disse o mestre.
Você
fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas você enfraquece alguém, se
ajuda muito.
Autor desconhecido
Assim
devemos proceder na nossa vida, na educação dos filhos, com os nossos amigos…
Nos
dias que correm, não são raros os casos de famílias destruídas por problemas
familiares graves, por falta de maturidade para resolver os problemas e gerir
as dificuldades.
Estamos
numa época em que os pais se esforçam para dar tudo aos filhos, sem os fazer
perceber os sacrifícios que muitas vezes fazem para satisfazer os seus desejos.
O
filho quer uma consola nova e os pais lá vão comprar a consola com o dinheiro
que tinham amealhado para comprar uns óculos para eles próprios, ou outra coisa
qualquer de que necessitavam.
Será que essa forma de demonstrar amor aos
filhos é a correta? Os filhos vão crescendo habituados a ter tudo sem esforço,
tornam-se egoístas, não têm espirito de sacrifício e mais tarde não sabem gerir
o dinheiro.
Não sabendo distinguir o essencial do
supérfluo, quando o dinheiro não chega para satisfazer todos os caprichos, lá
vêm os pais saldar mais uma divida que o filho contraiu porque lhe apeteceu ir
fazer aquele cruzeiro fantástico, e como não tinha dinheiro (nunca tem), fez um
empréstimo bancário que agora não consegue pagar. Ou então comprou aquele carro
fantástico, porque o amigo tem um carro novo e ele tem que ter um melhor. E os
pais, muitas vezes se veem despojados das economias de uma vida, para saldar
dividas que apenas serviram para satisfazer o ego e a futilidade dos filhos.
Mais
tarde, quando idosos e sem recursos, não serão esses filhos egocêntricos e egoístas,
que lhes irão dar a mão. Ainda que o queiram também não terão essa capacidade.
Foram ajudados demais, não assumindo responsabilidades
pelos seus atos e continuam sem competência para resolver os próprios
problemas.
Em
minha opinião, todos devemos e precisamos de ajudar e ser ajudados, mas há que
distinguir o ser ajudado do explorar e o ajudar, do gerir a vida do outro.
Vamos
ajudar um pouco, e pedir ajuda apenas para o essencial.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
O FACTO
à(s)
22:45:00
Imagem do Google.
O jornalista francês Frédéric
Lenoir pergunta ao sociólogo ateu Jacques Ellul:
─ É possível viver numa
sociedade onde se consiga ignorar por completo a ideia da religião?
─ Nós podemos dizer: Se Deus não
existe, então não há porque preocupar-se com religião. Entretanto, resta o
problema do se. Ninguém pode garantir que Deus existe, mas tampouco nada nos
permite afirmar a sua inexistência. Então, a escolha espiritual passa a ser uma
aposta. Eu não creio, o abade Pierre crê. Qual a importância desta discussão,
se nós dois estamos procurando ajudar a criar um mundo melhor?
Paulo Coelho
A ARTE DE DIZER AS COISAS
à(s)
00:48:00
imagem aqui
Uma sábia e
conhecida história diz que, certa vez, um sultão sonhou que havia perdido todos
os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse
o seu sonho.
- Que desgraça,
senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente
de vossa majestade.
- Mas que insolente!
- gritou o sultão enfurecido - Como te atreves a dizer-me semelhante coisa?
Fora daqui!
Chamou os
guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro
adivinho e contou-lhe sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção,
disse-lhe:
- Excelso
senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de
sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do
sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo
adivinho. E, quando este saía do palácio, um dos cortesãos disse-lhe admirado:
- Não é
possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia
feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com
cem moedas de ouro.
- Lembra-te meu
amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer... Um dos
grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da
comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a
guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida.
Porém, a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos,
grandes problemas.
A verdade pode
ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode
ferir, provocando dor e revolta, mas, se a envolvermos em delicada embalagem, e
a oferecermos com ternura, certamente será aceite com felicidade.
Autor Desconhecido
Idália Henriques
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O MONGE E O ESCORPIÃO NA PONTE
à(s)
23:30:00
Image courtesy of Exsodus FreeDigitalPhotos.net
Um monge cruzava uma ponte na
qual mal se conseguia equilibrar. Embora seus passos fossem curtos e lentos, a
ponte cada vez baloiçava mais. Nisto um escorpião, escondido na ponte, começou
a subir pela sua mão. Continuou lentamente pelo braço até alcançar-lhe o ombro
. O monge gelado de medo parou a sua caminhada. Antes de entrar em pânico
lembrou-se de respirar fundo e acalmar a mente. O escorpião não se mexeu e,
como numa providência divina, uma rajada de vento fe-los balançar violentamente
e o escorpião caiu pelo abismo. Feliz , o monge agradeceu ao vento e seguiu sua
caminhada.
Autoria Desconhecida
Encontrado no site: Contos e Parábolas
sábado, 27 de julho de 2013
O PONTO NEGRO
à(s)
13:00:00
imagem aqui.
- As "páginas
brancas" da vida não são notícia... só os "pontos negros"...
Vale a pena reflectirmos um
pouco sobre a mensagem do texto!
Um professor entrou na sala de
aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago.
Todos acertaram as suas filas,
aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando,
então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era seu
costume.
Depois que todos receberam,
pediu que virassem a folha.
Para surpresa de todos, não
havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.
O professor, analisando a
expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
quinta-feira, 25 de julho de 2013
ADVERSIDADES
à(s)
12:14:00
![]() |
| Imagem do site SodaHead. |
Ela era uma garota que vivia a se queixar da vida. Tudo lhe parecia difícil e se dizia cansada de lutar e combater.
Seu pai, que era um excelente cozinheiro, a convidou, certo dia, para uma experiência na cozinha.
Tomou de três panelas, encheu-as com água e colocou cenouras em uma, ovos em outra e pó de café na terceira.
Deixou que tudo fervesse, sem nada dizer. A moça suspirou longamente, imaginando o que é que seu pai estava fazendo com toda aquela encenação.
Tudo fervido, o pai colocou as cenouras e os ovos em uma tigela e o café em outra.
O que você está vendo? Perguntou.
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